quarta-feira, 30 de junho de 2010

E o meu beijo vai para…

Erik e eu
… meu irmão mais bonito desse mundo!
Feliz Aniversário!!!
(tudo de mais bonito nessa vida para você
)

15 beijinhos em cada lado,
Ellen

PS. Meio cabalística essa coisa de fazer 30 no dia 30, não?
PS 2. E descabeladinha eu na foto, não?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

coisas que acontecem...

Como desgraça pouca é bobagem, há umas duas semanas atrás passei por dois dos momentos mais trágicos de minha vida.

Mantendo o ritmo dos amigos que vêm e vão, a Emilie (a francesa) foi-se embora - e a seleção francesa também! Há de se mencionar com alegria. Num final de semana cheio de comemorações e despedidas fomos todos a um pub tipicamente irlandês para tentar proporcionar a ela uma despedida tipicamente irlandesa. Porém, minha noite acabou mais brasileira do que nunca. Ok, comentariozinho besta esse. A verdade é que em 26 anos de minha vida nunca me tiraram nada em terras tupiniquins e aqui me levaram a carteira! Pois é, tenham compaixão. Meu singelo dinheirinho, todos meus cartões, meu visto e sabe-se-lá-o-que-mais -tinha-lá-dentro, se foram. Não sei como, quando ou quem. Deduzo apenas que tenha sido num intervalo de 10min, pois ainda tenho meu lado paranóico e faço meu check list carteira, celular e chaves a cada 10min. Porém, é como vovó dizia, vão-se os anéis, ficam os dedos (ok, minha avó nem dizia isso). Eu fiquei sem amigos e sem minha bonita carteira amarela que eu tanto gostava, mas cheia de papelada para resolver.

...


Três dias depois do tal ocorrido, e um pouco mais já conformada, esperava o bondinho para voltar para casa depois da aula. 9 min era o tempo até o próximo vir. De bobeira, bolsa vazia e pensando na vida fui abordada por um rapazote que estava em busca de informação. Ele achou que eu fosse daqui. Esclarecimentos feitos e informações dadas continuamos a conversar. Afinal, 9 min até o próximo trem. Conversa vem e conversa vai, ele me disse que era da Alemanha e havia chegado em Dublin no dia anterior. Eu disse que já levava um tempinho por aqui e era do Brasil. Ele disse que havia terminado o colégio e eu, a faculdade. E foi nesse exato momento que vi um ponto de interrogação se formar no rosto dele e fatídica pergunta não tardou a vir....


"Desculpa, quantos anos você tem?"
"Hmm...o suficiente"
"Do tipo?"
"26"
".........."

Perturbada com o silêncio e com os olhos arregalados dele, retruquei a pergunta.

"E você?"
"21"
'' ahnnnn..."

E foi assim que a conversa acabou. Eu que estava ali apenas tentando ajudar e fazer os 9min serem menos longos, acabei rejeitada pela primeira vez em minha toda vida pela idade que tenho.

Triste eu não sei, prefiro acreditar que foi apenas um ato imaturo da parte dele.

beijinhos já consolados,
Ellen

quinta-feira, 17 de junho de 2010

em busca de outra graça

E já que o vulcão se acalmou e nem ilhada mais estou, meus faniquitos para para mudar o nome do blog voltaram. Confesso que ainda não tive nem um surto criativo, mas estou super aberta a sugestões. Alguma? (oi?)


beijos pensativos,

Ellen

sexta-feira, 11 de junho de 2010

en las manos de Diós

Outros 4 anos se passaram e aqui estamos nós de novo na Copa do Mundo. Ou melhor, eu aqui e vocês aí. Confesso que é meio estranha essa sensação de passar uma Copa do Mundo fora do Brasil, mas não menos animada. Assim eu torço.
Não que a Irlanda seja muito assídua em Copas do Mundo, mas esse ano ela quase que foi. Merecia. Se não fosse a mão-amiga de Thierry Henry , hoje o país estaria mais verde do que nunca e a bandeira da Costa do Marfim não seria tão confundida com a da Irlanda. Bom, pelo menos demorei semanas para perceber a diferença entre elas. Sempre que via uma bandeirinha verde, branca e laranja achava que era por apoio moral. Afinal, se aqui na Irlanda eles resolveram não vender nada relacionado à França, por que não poderiam ter incluído coisas da Irlanda? Sinto-me menos geograficamente estúpida pensando assim.
Eu que nada tenho a ver com isso, fiquei doída com a derrota deles, então pode-se ter uma idéia de como eles ficaram. Conclusão, há pizzarias dando pizzas gratuitas a cada gol sofrido pela França durante a Copa, não se acha nem um par de meia da seleção francesa para  comprar e a minha reação favorita (vamos assim dizer) foi um selo lançado por uma rede de lojas de esportes daqui.
Support ABF (Anyone But France) Campaign On Champion Sports Facebook Page big photo
Há camisetas, bonés e se bobear até as meias com esse selo. Eu se divirto! E como a gente perde o amigo, mas não perde a piada eis a fotinho da Emilie* no dia em que estivemos nessa loja.

*minha mais nova amiga de infância e francesa. Ah, e o detalhe curioso é que a conheci durante uma das partidas entre França e Irlanda para a classficação da Copa.
DSC02141
E já que estamos falando em mãos, Dieguito não me sai da cabeça. Então, em homenagem aos nossos hermanos aqui estão alguns videozinhos bacaninhas que me fazem rir sempre que os vejo. Preciso compartilhar.
                      OK, a parte das latinhas é meio boba, mas o começo e a frase final são jóias!
 

                                                o final é o melhor!


                                                         adoro coisas falantes
Bom, que não vença nem a França e nem a Argentina. O resto colocamos em las manos de Dios!
beijos canarinhos,
Ellen

P.S – E o que a gente faz quando ele diz que torce para a Argentina? Afoga como as latinhas???

terça-feira, 18 de maio de 2010

minha nova vida

Acho que ter feito 26 anos afetou seriamente meu psicológico. Depois das minhas fotos posadas, resolvi virar ciclista. Ahã..ciclista! Já tinha esse desejo adormecido em algum lugar dentro de mim e, por ironia do destino, no meu aniversário ganhei uma bicicleta dos meus flatmates e neighbours. Sim, continuo com os mesmos vizinhos mesmo tendo mudado de casa, mas isso fica pra depois. Era o empurrãozinho que me faltava. Confesso que a última vez que fiz da bicicleta um dos meus meios de transporte favorito, tinha não mais que 14 anos. Tenho que dizer que é uma idéia muito bonita e soa ecologicamente correta, mas não é fácil. Inúmeros são os fatores. Primeiro que o trânsito aqui é do outro lado, então fico toda confusa para fazer curvas, retornos e essas coisas. Digo, hoje já estou melhorzinha e mais situada. E também há várias faixas de ciclista, o que facilita minhas tomadas de decisões para onde ir. Porém, as vezes ainda me pego perdida e prefiro dar uma paradinha, entender o que acontece e quando não, atravessar pela faixa de pedestres. Daí, tem o fato de que meu folêgo já não é mais o mesmo quando eu tinha não mais que 14 anos. As pessoas passam por mim na ciclovia (é esse o nome?) pedalando com a maior facilidade do mundo. Secos, felizes e rápidos. Enquanto eu vou a passeio, vermelha, suando e respirando alto. Sempre que chego onde quero (o que não pode ser muito distante) sinto como se fosse morrer. Pernas de tão contraídas que não consigo abrí-las para o movimento natural do ato de andar, o ar me falta e minhas mãos dormem. Não é uma das sensações que mais gosto, tanto que semana passada usei o frio como desculpa para não pedalar para aula. Foi algo mais forte do que eu, não pude evitar. Porém, confesso que estou gostando da coisa e sei que quanto mais eu fizer, menos sofrerei no final. É o que me move.

Como se isso não bastasse, resolvi também que quero jogar futebol. Sim, além dos meus 26 ciclos de vida, acho que essas perdas de ar esporádicas por causa da bicicleta tem tido também algum tipo de impacto. Num ato impensado, acabei entrando para um time de futebol de meninas brasileiras que nunca tinha visto na vida. Nem roupa eu tinha. As que eu tenho se resumem a vestidos, saias e jeans. E para os pés, All Star além das sapatilhas. Coloquei minha calça folgadinha-de-oras-ficar-em-casa-e-oras-dormir e um tênis de corrida (acho! porque não sei como é um tênis de corrida, mas é confortável o suficiente que daria para correr com ele) que eu nem sabia que tinha e lá fui eu encontrar minhas novas amigas. Logo que cheguei, o espírito café com leite tomou conta de mim, mas depois de uns minutinhos jogando, a-d-o-r-e-i! E sim, leiam "depois de uns minutinhos" porque joguei vários deles. 45min ao todo, ou por aí. OK, não vou mentir e dizer que corri louca e competitivamente por 45min, mas corri, driblei (na medida do possível) e até um gol perdido eu tive. Ao menos descobri que minha perna esquerda é a ruim. Não sei chutar com ela. E nosso time também era reduzido, 4 de cada lado. Ainda assim, 2 dias depois, ainda caminho com dificuldade e minhas costas ainda está um pouquinho dolorida, principalmente quando tusso. Bom, como mal conseguia andar ontem, pedalar seria impossível. Espero amanhã acordar novinha em folha e retomar minhas atividades. E que tenha sol no sábado para meu futebol.

Enfim, aos poucos eu chego lá e feliz será o dia em que irei pedalando para o futebol.

beijinhos cheios de energia,
Ellen