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quinta-feira, 24 de março de 2011

aprende com a tia

Há mais ou menos 1 mês  atrás fui informada que algo muito importante estava prestes a acontecer em nossas vidas. Obviamente, inúmeras coisas passaram na minha cabeça...vamos mudar de novo? andar de ônibus ousadamente sem ticket? dar um fim no cachorro xexelento da vizinha? talvez comprar um cachorro? Não. Era o campeonato das 6 nações que iria começar, o tal do 6 Nations. De rugby, vale a pena mencionar.
Enquanto na Irlanda, passei por um intensivo sobre hurling e futebol gaélico. Rugby, só o tag rugby (o qual não vou dar muito detalhes, mas é um time misto de meninos e meninas que carregam grudados em seus shorts uma espécie de faixa. Daí ao invés de pularem um em cima do outro, é só puxar a faixa para parar a jogada. Uma forma de se jogar rugby de maneira mais sútil. Enfim, detalhes clique aqui).
Como o nome diz, o 6 Nations é composto de 6 nações. Simples assim. A Irlanda, França, Itália, Escócia, Inglaterra e o País de Gales. É o campeonato mais importante depois da Copa do Mundo de Rugby.
Apenas seis, mas eu tenho pra quem torcer.
Eu acho meio complicado de entender as regras. Na minha cabecinha voltada ao futebol, considero tudo muito permissivo. É gente se pegando, se batendo, pulando em cima do outro e etc. Eu acho engraçado, e agora que entrei no clima, acho interessante também.
Partindo do princípio que você sabe tanto quanto eu, ou se possível ainda menos, aqui vai um esquema básico de como o rugby funciona. Pelo menos nesse campeonato. Sei que há outras variantes, mas isso é pra nível avançado.
São 40min cada tempo.
Jogadores: são 15 de cada lado. De preferência homens grandes e com um q de brutalidade.
Há umas semanas atrás, eu vi esse da França pela primeira vez.

Sebastien Chadal, mais ou menos em escala, e equivalente ao Zidane no futebol
No futebol o objetivo é o gol, no rugby é o try - que é colocar a bola no chão no final do campo e te dá 5 pontos no placar. E é aí que a coisa fica divertida.
Você disputa a bola...


Ireland v England - lineout
Daí você corre para tentar marcar o try...

Ire v Wales - run
 
O outro time tem que te impedir. Daí vem o tackle...(que não pode ser acompanhado de socos e pontapés, e só vale dos ombros para baixo)
Ire v Eng - tackle 4
Italy v Ire - tackle
France v Wales (tackle)


Se eles te pegarem e você cair no chão com a bola...

Você fica ali, deitado com o resto, sem poder segurar a bola até que alguém venha e tente a  pegar por trás ...

Se esse alguém pegar a bola, ele continua a jogada e corre para marcar o try. Só que o tackle pode acontecer de novo e assim sucessivamente….
Caso você veja que estão querendo roubar sua bola você pode passar ela, mas sempre para o lado ou para trás. Para frente só se for chutando-a…
Mike-Tindall-Mark-CuetoEngland
Se você a passar para frente usando as mãos, a jogada é parada e para começar de novo é preciso o scrum...
rugby-scrum
No scrum, há 8 jogadores de cada time em cada lado. Um jogador coloca a bola no meio deles…
scrum-v-france1
E daí começa um empurra-empurra, do tipo disputa eu-sou-mais-forte-que-você, para tentar fazer com que a bola fique do lado do seu time. 
Esse empurra-empurra faz com que muitas orelhas de jogadores de rugby, quando eles não usam o chapéuzinho protetor,  sofram alguns probleminhas.
09
chris-jack
No meio dessa muvuca, alguém consegue pegar a bola e começa tudo de novo. Passa a bola para o lado ou para trás para alguém, esse alguém tem que correr (para frente, caso valha a pena mencionar), daí ele pode sofrer o tackle e por aí vaí até marcar o try...
TommyBowe - Ireland - try
Colocada a bola no chão e o try marcado, é dada a chance de um chute a gol…
try
O gol é em formato de H e a bola tem que ir por cima. Feito isso, 2 pontos a mais no placar e começa tudo de novo.
Ire v Italy goal
Algo que eu gosto é o fato de os árbitros  terem super poder e serem super high-techs. Durante a partida, só o capitão do time pode falar com ele. O resto do time, calado. Sem dramas, choros, reclamações e toda aquela ladainha. Caso aconteça, o time e/ou jogador podem ser punidos. Eles usam microfones, então assistindo pela TV você escuta as broncas, dicas e conselhos. Eles também usam replay em vídeo para uma ajudinha na tomada de decisões mais polêmicas.  Se no futebol fosse assim, a Irlanda teria ido para a Copa e a mão do Maradonna não seria abençoada.
E mais do que gostar de todo esse poder do árbitro, eu gosto é do Haka*. A Nova Zelândia está para o rugby assim como o Brasil está para o futebol. Todo mundo espera que eles sempre ganhem e quando eram favoritos absolutos em uma das Copas do Mundo de rugby foram chutados pela França na final. Nós somos canarinhos, eles são All Black!
* Haka: é uma dancinha de guerra que eles cantam toda partida antes de jogarem. Assim, juntos, encarando o time adversário com essas carinhas simpáticas, mostrando a língua e  simulando um corte na jugular deles no final. Se eu fosse você procuraria por mais no youtube.
Obviamente, a tal dancinha acaba provocando diversas reações. Em 1989, os irlandeses chegaram junto e 1min a mais, um abraço coletivo teria rolado.
Por enquanto, é o que sei de rugby. Jogar, o mais próximo que fiz foi treinar passes de bola com um grupo de irlandeses. Eu, brasileira e de alma futebolística, estava apenas passando a bola. Assim, como jogamos um para o outro. Só que não, tem que dar uma giradinha nela antes. Muito complicado para mim que prefiro usar os pés. 
beijos passo-a-passo,
Ellen

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

coisas que só o Google Translator faz por você....

E depois de anos tentando assistir Tropa de Elite 2, finalmente eu consegui achar uma versão jóia. Sim, eu sei que não é bonito ser assim, mas como até filme para entrar em cartaz aqui demora horrores, eu tinha pressa. Achando que todos meus problemas tinham acabado, faltava a legenda. Não que eu precise, obviamente. Só que  ele sim precisa. Foram meses até achar o filme, então não esperava muito diferente para a legenda. Procura daqui, procura dali, 5min depois e voialá....legenda encontrada, mas em português! - o que não entendi muito bem o porquê, mas acabou sendo útil. Ok, filme em português, legenda em português e o que fazer? Nosso amigo-de-todo-dia Google deu a resposta. Um programinha jóia que traduz em 5min qualquer legenda para a língua que você desejar. E obviamente, faz isso de um jeitinho que só o Google pode fazer por você....

...e foi assim que Capitão Roberto Nascimento virou  Bob Birth!  

beijinhos ao pé da letra,
Ellen

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

e o que é que a Bélgica tem?

Digo, Bruxelas. O resto da Bélgica eu ainda não conheço.
Tive minha primeira impressão, mas ainda não pude fazer muitas conclusões. É aquela coisa de não ser turista, mas também não me considerar um super morada imersa na cultura local. Questão de tempo.

Aqui todo mundo fala francês, mas por ser a capital do país é oficialmente bilíngue. O francês e o holandês. Bruxelles em francês. Brussel em holandês. Daí em inglês é Brussels. Eu sempre me confundo toda e acabo chamando de Bruxells.

É terra de cerveja, dos Smurfs e do TinTin do átomo gigante e do menino-anão que faz xixi constantemente - o que não é necessariamente uma coisa de se orgulhar, mas eles se orgulham. Esse é o espiríto.

Aqui se come chocolate, wafle e mexilhões com batata frita - o tal do Moules Frites. Aliás, eles alegam que inventaram a batata frita! Verdade ou não, acredito que eles a consumam mais do que um irlandês.   Diferente de Dublin, eles tem fogão a gás, dia do lixeiro, caqui (!!!), horário pra sair o pão fresquinho e feiras de rua, ainda que sem pastel.

Aqui é a sede da União Européia, tem a Otan, o Parlamento europeu e um rei. A Audrey Hepburn e o Jean Claude van Damme também saíram daqui.

Tudo é mais lento e burocrático, e as pessoas mais mal humoradas e mal educadas. O serviço é ruim. As gorjetas em restaurantes não são comuns.

O transporte público funciona. Tem metrô, bonde, ônibus e bicicleta de aluguel. Aqui se bebe champagne. Se come muito bem. Toma-se café em cada esquina. Aliás, em cada esquina há uma praça charmosa, mas a principal está no centro - a Grand Place ou Grote Market (para deixar as duas línguas felizes). Os carros param se você ameaçar atravessar a rua, o que sempre dá medo. Aqui chove muito, venta muito e faz frio.

Eu virei mademoiselle e voilà virou minha expressão favorita.

parte da Grand Place ainda em trajes natalinos

Atomium

por 8 euricos sobe-se até uma das bolas para se ter uma vista super bacaninha para toda cidade

o pôr-do-sol na saída de lá
o Manneken Pis numa versão gigante de chocolate falso e comedora de waffles. A versão real é pouca coisa menor que a cabeça desse.
Arc du du Cinquantenaire  (que é quase uma releitura do Brandenburg Gate em Berlin)


A verdade é que ainda não tirei muitas fotos daqui, e as fotos a seguir não ilustram nada…eu só gosto delas e quero compartilhar.



essa é uma rua perto de casa que está no meu caminho do dia-a-dia e me encantava quando estava coberta de neve

essa é a pracinha em frente ao ponto de ônibus que eu uso


esse é um parque chamado Bois de la Cambre. É enorme e bonito. No verão é possível alugar esse barquinho aí da foto para dar uma volta no lago. Já no inverno há uma espécie de mini balsa que atravessa de uma margem a outra, te levando até aquele chalé ali de trás que é um café/restaurante


o parque

no lago

na ponte de pedra

Logo mais eu volto para ilustrar o resto.
bisous,
Ellen


PS. Lembram do boneco Manequinho? Aquele menino de cara dócil que fazia xixi toda vez que levava uns apertões nas costas?Pois então, acho que ele é uma releitura quase que em tamanho real da versão belga.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

ontem...

...assistindo ao O ano em que meus pais saíram de férias....

- Ellen, como você diz grandfather em português?
- Avô
- Avô?
- Isso...
- Ava para grandmother?
- ohhhhhhhh
- O que?!
- Não...é avó.
- Mas não tem nenhuma diferença no que vocês está dizendo.
- Avô e avó
- É mesma coisa.
- É totalmente diferente. Um é ô e o outro é ó.
- É a mesmas coisa. E pra onde vai essa coisa de colocar o A quando é feminino?
- Nesse caso não se aplica.
- Não faz sentido. Se precisar eu vou usar abuela, tá?

E falando assim, pode até falar em espanhol que eu não acho ruim....

beijos entretidos,
Ellen


ps - e se você não assistiu ao O ano em que meus pais saíram de férias, assista. Tinha gostado há 5 anos atrás e gostei de novo.

domingo, 31 de outubro de 2010

happy halloween

Já falei que o Halloween começou aqui na Irlanda, não? Coisa do povo celta que celebrava o fim do verão e o início das colheitas. Isso tudo, há muitos e muitos anos atrás. Daí os irlandeses resolveram resgatar essa idéia e a levaram para os EUA junto com a leva de imigrantes irlandeses que estavam indo para lá. E foi assim que o Halloweeen surgiu e é como é hoje.
DSC03244

beijos lambuzados,
Ellen

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

dias desses...

- Ellen, qual é mesmo o nome estranho que você dá pra letra H?
- A-G-Á
-Agá? Isso?
- Sim
- Que nome estranho. Meio ridículo até...E o X? Giz?
- Não. Com o giz você escreve a letra XIS.
- Estranho também. Eu gosto do Ipsolon.
- Ipsolon?
- É...
- Mas a gente mal usa o ipsolon!
- Mas é minha favorita!

-----

E eu 'se' divirto e 'se' derreto. ;)

beijos felizes,
Ellen

P.S. Notem que eu não tenho nem a certeza se é Ipsolon ou Ypsolon...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

do lado de lá

Hoje pela manhã estava a me trocar (sugiro não visualizarem a cena) e me dei conta de algo. Não são só os carros que andam do lado esquerdo, tudo aqui se faz do lado contrário. O insight - ok, meio ridículo- ocorreu enquanto abotoava minha peça-íntima-superior. Depois de semanas usando coisinhas feitas e compradas na Irlanda, resolvi colocar o meu feitinho no Brasil. E não é que me enbananei toda para fechá-lo?! Sim, o botão do nosso fica do lado contrário do deles. Daí olhei para duas calças jeans que tinha no chão, uma daqui e outra daí. Nosso botão do lado direito e o deles do lado esquerdo. Daí olhei para as portas. Geralmente, as nossas abrem para o lado direito (a não ser que tenha uma parede ao lado que faça as coisas serem diferentes) e a deles, para a esquerda (a não ser também que tenham uma parede). Conclusão, as maçanetas também ficam em lados diferentes. Não sei se foi uma sucessão de coincidências ou paranóia, ou se as coisas realmente são assim. Só sei que me adaptei a elas, o que não é díficil e no caso foi até imperceptível, mais do que me adaptei à falta de ralos e carros vindo na contramão.

beijos no lado esquerdo,
Ellen

terça-feira, 17 de novembro de 2009

graduation

A graduação foi tudo muito bem.
Na verdade eu ainda não entendi muito bem porque a tivemos. Longe de me desmerecer, mas é que no Brasil temos apenas na 8a. série, colegial e faculdade. Nunca ouvi falar de especializações terminadas em cerimônias. Bom, a verdade é que eu adorei. Senti-me jovem e formanda de novo, ou melhor, graduand. =)


=)

No geral, não muda muito do que acontece aí. Sobe no palco, cumprimenta com a mão direita, pega o diploma com a esquerda e sai do palco. Entramos ao som de uma enorme harpa, flashes, pais por todos os lados, e eu - sorrindo para as fotos de terceiros. Aliás, que sensação estranha de ir para um lugar desse sozinha. Eu toda arrumadinha indo pegar o ônibus para ir a minha própria graduação. Bom, como estava completamente atrasada acabei indo de táxi. Senti-me menos loser. Aliás, cada formando tinha direito a dois convidados. E ainda assim, eu tinha convite sobrando. Enfim, detalhes.

Pelo que entendi era um dia de cerimônias, de diferentes cursos em diferentes horários. O meu era as 17h junto com o pessoal de jornalismo, propaganda, mídia e alguns outros cursos. Curioso isso. A vantagem é que por ser mais impessoal, vamos assim dizer, os discursos são bem mais curtos e apenas 3 pessoas falaram. A desvantagem é que como não é só a sua turma, não rola aqueles textinhos cheios de piadinhas internas tão divertidos. Porém, ainda assim foi bacaninha.

A única coisa que me chocou foi o chamado coquetel que teríamos depois da cerimônia. No convite estava escrito light refreshment e por isso eu aguardava ansiosamente, já que estava atrasada e nada comi. Tudo bem que era light, mas imaginei uma tacinha de vinho e uns quitutes gostosinhos, até batatas poderiam ser, embora batatas não sejam light. Porém, eis que saio do salão principal e me deparo esse coquetel:

Sim, chá com bolachas. Senti-me comemorando com uma boa avózinha irlandesa. Ao invés do vinho, da champanhe ou da Coca que seja, a jarra de leite era a mais disputada, tanto que não consegui tirar a foto com ela na mesa. Faminta que (obviamente) estava (assim como todos os outros) saímos para comer numa lanchonete daqui, derrubei toda maionese no meu único-e-novo vestido-de-ocasiões-especiais, enfrentei uma chuva torrencial sem guarda-chuva, mas ainda assim tive uma noite feliz, e alimentada, num pubzinho no Temple Bar. E logo que o vestido secou da chuva, a mancha voltou a aparecer. Detalhes.


Jozef, o eslovaco, e a Hazel, a dublinense - os dois da minha sala


Luciana, a prova de que tinha convidados


eu e a Hazel, ela número 26 e eu 28 da fila


os arroz de festa versão feminina da minha sala
(e pasmem, a china não é china, é irlandesa)

beijinhos festivos,
Ellen

terça-feira, 27 de outubro de 2009

samba

E aí que ontem eu quase chorei na rua.
Era segunda-feira, feriado e dia nublado. Ok, não foi bem por isso que chorei. Digo, quase chorei. Como todo mundo do meu mundo de 4 pessoas estava ocupado, fiquei sem muito o que fazer. Resolvi dar então uma voltinha pela cidade que eu julgava estar condizente a uma segunda-feira de feriado e chuvosa. Engano meu. Pessoas por todos os lados, lojas abertas e uma maratona ali no meio de tudo. E por causa da tal maratona, havia uma espécie de área motivacional. Umas cinco pessoas com um megafone gritando palavras de incentivo e uma bandinha de outras três pessoas tocando batuque! Sim, os mesmos batuques que estamos habituados. Ok, as pessoas do megafone seriam irritantes se não fossem bem apresentáveis e se não tivessem suas vozes abafadas pelo som dos tambores. Já o batuque provocou sentimentos confusos em mim entre sair sambando, chorar ou chorar sambando. Sensibilizadíssima que fiquei, resolvi estabelecer contato com o grupo. Para minha surpresa, nenhum era brasileiro. Só que eles aprenderam com nossos amigos canarinhos e fazem parte de um grupo maior com alguns deles. Conclusão, o desejo de outrora que eu tinha na faculdade de fazer parte da bateria e que nunca se realizou, talvez se torne realidade. Os encontros são todas as quartas-feiras. Amanhã descobrirei como funciona e depois conto a vocês se aprendi a batucar com irlandeses.


(o vídeo é meio longo, então se não tiver paciência comece assistir na metade, por volta do 1:30)

beijos tocados,
Ellen

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

arthur’s day

Hoje é dia de festa.
É aniversário de 250 anos da Guinness, também chamado de o Dia do Arthur.

Arthur-de-sobrenome-previsível- Guinness foi o fundador e logo um cara de visão que assinou um termo de uso da fábrica St. Jame´s Gate por 9mil anos. Sim, simbólicos 9 mil anos.

Não chega a ser um St. Patrick´s Day, mas as coisas andam movimentadas. Haverá um tête à tête para os mais íntimos lá na fábrica da Guinness. Alguns shows, dos quais tomei apenas conhecimento há poucas horas atrás e cujos ingressos já estão esgotados desde junho, acontecerão em alguns pubs e night clubs (uhu). E para o restante dos mortais, como eu, haverá Guinness a 2,50 em cerca de 30 pubs amigos do Arthur.

Corre o boato de que também haverá uma queima de fogos na beira do rio Liffey. Lá certamente estarei para conferir. E já as más línguas, dizem que depois de hoje o Dia do Arthur pode entrar no Guinness Book como o dia em que havia mais bêbados nas ruas de Dublin. Eu não dúvido.

Façamos então um brinde ao Arthur!


(longe de substimar a capacidade adivinhativa de meus já-não-sei-mais-se-são-leitores, mas o vídeo é uma espécie de telefone sem fio mal sucedido, o que convenhamos, não é difícil de acontecer quando se tem algum irlândes participando. Começa com um brinde ao Arthur, mas com sua pronúncia tão condizente com a realidade acaba virando Martha e por aí vai…Ah, e reparem nos pubs!)

Curiosidades:

- não sei se já falei, mas a Guinness não é preta. Sempre me choco quando lembro disso. Na verdade ela é vermelha-extremamente-escura. É só olhar contra a luz…

- sou vizinha do Arthur. Sim, o tal do St. Jame´s Gate (que literalmente é um portão, afinal, gate=portão em português) fica no final da rua de casa. Ou seja, como política da boa vizinha, latinhas, quitutes ou até um balãozinho deveria ter sido dado a nós. Afinal, sempre aguentamos o cheiro pouco saboroso da cevada sendo processada aos sábados de manhã e também seremos vizinhos por mais 8.750 anos. Justo querer desenvolver uma relação saudável.

- o horário oficial da comemoração será as 17h59 (já que 1759 foi O ano), ou seja, em exatos 10 min. Preciso me apressar e dar uma espiadinha lá na rua.

Cheers!

uma bitoca espumante,
Ellen

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

os banheiros

Hoje resolvi lavar o banheiro de casa.
Foi a primeira e a última vez. Digo, primeira vez que lavo esse banheiro e muito provavelmente será a última que lavo esse banheiro também, infelizmente. Aqui não há ralos! Nem um buraquinho sequer. Claro que há o ralo da pia e o ralo do box (que fica há uns 5cm de altura do chão, vamos deixar isso bem claro), mas que de nada servem além de escorrer a água dentro de seus limites espaciais. Aqui há uns lencinhos umedecidos para se limpar quase tudo. Sim, os mesmos que os bebês usam, mas talvez com um pouquinho menos de alvejante (ou seja lá qual for o princípio ativo daquilo que limpa e mata germes). Eu particularmente não gosto muito dos lencinhos. Ou melhor, acho que não gostava. Para mim lavar significa água e sabão. E tomada por esse pensamento limpinho de terceiro mundo, tive a brilhante idéia de jogar menos água e ao invés do sabão, um líquido-limpa-tudo. Assim, não precisaria de muita água já que não tinha o sabão para enxaguar. Como não há rodos (claro, para onde eles levariam a água?) precisei da ajuda do esfregão (!!!). Ahã, eles ainda usam esfregão. E lá vou. Esfregão absorve a água. Torço o esfregão no balde. Esfregão absorve a água. Torço o esfregão no balde. Meio a la Cinderela. E aquela pequena quantidade de água que eu tinha jogado virou uma Amzonas. Repeti o movimento além da exaustão. Meus braços já estavam dormentes. É aí que você meu leitor (se é que ainda há algum) pode estar pensando na mesma coisa que eu pensei. Porque não deixar as janelas abertas e esperar secar naturalmente? Simples! Raramente há janelas nos banheiros irlandeses. Ahã, eu sei. Também levei algum tempo para me acostumar. Ok, na verdade demorei para perceber que não havia nada além do buraco da fechadura que me conectasse ao mundo exterior. Daí quando dei por mim, passei me sentir sufocada. Hoje já estou melhor.

Só sei que isso me faz entender algumas coisas que antes não conseguia:
- as casas aqui são menos limpas que as daí (salva as exceções, claro);
- aqui não há empregadas e derivados (só em raríssimos casos), cada um limpa o seu (trabalhinho árduo esse aqui. Se bem que há os lencinhos...);
- lembram do Dia das Mães? Pois então, foi complicado achar um cartão coerente com a minha mãezinha. A maioria dizia coisas como "hoje não faça nada, descanse", "obrigado por lavar minhas coisa", "hoje é seu dia de não cozinhar" e coisas assustadoras do tipo. Não que não condiza com minha mãezinha, mas vocês me entendem. Eu fiquei meio chocada e achei meu ogro e machista, mas cada um com seus problemas. Agora eu sei o por quê. Não é fácil ser dona de casa nesse país.


Dá-lhe os lencinhos!


beijinhos a exaustão,

Ellen


P.S. E só mais uma curiosidade sobre os banheiros na Irlanda. O interruptor da luz é para fora. Assim, super vulnerável. Qualquer menos desavisado ou metido a engraçadinho pode apagar a luz enquanto você está no banho...e como vocês sabem, quase não há janelas. Breu.

terça-feira, 23 de junho de 2009

a place to go

Olha so que achei por ai....




Sim, Ellen Street e ainda com traducao para o gaelico. E digo mais, logo ao lado da avenida principal da cidade! =)

Ah, e a cidade era Limerick. Fui ha uns dois finais de semana atras quando fui para Galway (la do outro lado do pais) para festejar e ver a Volvo Ocean Race (que o Torben Gael ganhou). Na volta, passamos por la. Tem o maior rio da Irlanda. Nao duvido. Embora a nocao de grande aqui seja diferente da nossa.

beijos emocionadissimos,
Ellen

P.S. Depois dou mais detalhes, estou sem internet em casa.
P.S2 Por estar sem internet, estou numa lan house e por isso, me encontro momentaneamente desprovida de acentos.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

procura-se

Ok...vamos por partes...
Domingo estava andando em busca de uma praia. Sim, fazia um dia atípico de sol e calor. Daí, no meio do caminho encontre isso....ou melhor, encontrei vários disso pelo caminho....

Daí dúvidas surgiram...
Quem tem uma coruja e a chama de animal de estimação?
Quem traria de volta uma coruja?
E como alguém perde uma coruja?

Enfim...

beijos encafifados,
Ellen

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Coisas intrigantes de Dublin


?!

beijos curiosos,
Ellen



P.S. Como isso sempre acaba trazendo algum tipo de retorno, farei a tal pergunta que não quer calar. Há alguém por aqui ainda ou falo sozinha?!

sábado, 19 de julho de 2008

All yellow 2

No sábado acordei com meu telefone tocando adoravelmente as 7h da manhã!!! Fiquei nervosa. Só fui conferir quem estava ligando por desencargo de consciência, afinal acho muito díficil alguém de casa me ligar ás 3h da manhã do Brasil. Para minha revolta silenciosa era a minha outra amiga japa (essa está na minha sala). Ok, eles dormem cedo, acordam cedo e talvez por isso vivam mais, mas carambola! Eu sou ocidental e sim, minha expectativa de vida é mais baixa e eu convivo muito bem com esse fato!!! Num ato vingativo, não atendi. E ainda coloquei no mudo! E não, não pensem que fui mesquinha. Sabia exatamente qual era conteúdo da conversa e por isso fiquei ainda mais nervosa que até perdi o sono. Ela e a Borat iam fazer um passeio durante o dia numa cidade aqui perto, elas me convidaram, mas recusei pelo preço (20 euros). Há maneiras mais baratas de se ir para esse lugar. Ou seja, depois do convite ser recusado com uns 3 ou 4 dias de antecedência, poderia dizer que lavei minhas mãos e não tinha mais nada a ver com isso, óbvio. Só que existem seres humanos e seres humanos no mundo, e esse ser humano japonês me liga para saber onde estava a Borat, pois provalvemente ela ainda não deveria ter chegado (o passeio era as 8h e ela me ligou as 7h, ou seja, é óbvio que ela não tinha chegado. Ninguém deveria ter chegado ainda!) Agora pergunto eu, como eu poderia saber onde ela estava?! Embaixo da minha cama e no meu bolso é que não era! Ah, faça-me o favor! Vá colher alga! Depois disso cheguei a conclusão que gosto ainda mais da Hiromi. Como já havia emputecidamente acordado, arrumei meu quarto, separei minhas roupas, tomei café e dormi de novo até os seres humanos normais acordarem e assim eu estar possibilitada em fazer algo. Começando o dia novamente, fui para o centro da cidade para conhecer alguns lugares ainda obscuros para mim. Diria que aqui é um ótimo lugar para se fazer compras! Encontrei blusas por 4 euros, calças jeans por 9 euros, milhares de meias por 3 euros. (Mãe, não comprei nada, fique tranquila). Quer dizer, na verdade comprei um livro. Fui numa livraria e eles estavam com uma promoção de compre um e leve outro gratuitamente. Resolvi a começar minha leitura em língua inglesa com dois autores clássicos irlandeses: Oscar Wilde e Marina Keyes(!)..rs...Andei loucamente pela cidade, vi várias coisas inusitadas como um barco um barco viking que eles utilizam para fazer tours e várias pessoas caracterizadas a la Asterix e Obelix. Sempre turistas. Também conheci o Spire, que é nada mais e nada menos que uma agulha gigante de 120m no meio de uma das principais ruas daqui. Ele foi construído em 2002 no lugar em que havia uma estátua construída pelos britânicos em 1808. Essa estátua foi destruída em 1966 pelo IRA, e há 6 anos atrás a cidade recebeu essa nova escultura. Dizem que é a maior do mundo. Hoje, serve como ponto de encontro, já que é impossível não vê-la. Fora isso, encontrei muitas coisas brasileiras aqui. Bananas, havaianas sendo vendidas a 30euros, muitos livros do Paulo Coelho e a camiseta da seleção tristemente em promoção, de 55 euros por 30 euros. Mais barato que no Brasil.


City Centre e no fundo a agulha de 120m



Spire


Viking Splash Tour (!)
Sim, eles pagam por isso e eles ainda tem gritinhos de guerra


Eles têm bananas


uma fileira de Paulo Coelho (?)

P.S. 3 - Continua...

All yellow

Bom dia meus noveleiros de plantão!
(embora acredite que todos vocês ainda estejam dormindo)

Depois de um curto período de abstinência daqui, estou de volta. É o tal do custo social que anda me roubando tempo. Ainda não saí do período de prospecção de novos amigos. E já que tal assunto foi mencionado, confesso que fiquei radiante ao saber que tenho mais de cinco (!!) leitores. Acredito que agora já somos em sete! Meu número da sorte (embora nunca tenha ganhado nada usando esse número em apostas e essas coisas).

Como hoje já é sábado de novo, vou atualizá-los dos últimos acontecimentos do final de semana passado (super em tempo real). Tudo começou na sexta-feira (óbvio, como todos os finais de semana no mundo inteiro) quando consegui um feito inédito: levar minha roomie-japa-girl dar umas voltas por aí. Esse "por aí" traduzam como "Temple Bar". Acho que a vila de pubs é magnética, todo mundo vai para lá. Ou talvez seja a única opção. Confesso que ainda não averiguei de fato. Digo que foi um feito, pois vocês já sabem dos hábitos japoneses e até a Susan veio me pedir para tirá-la um pouco de casa (ok, não vamos entender esse tirá-la de casa como um ato rude do tipo "caiam fora") e tenho que dizer que foi bem bacaninha. Aliás, sexta-feira foi um dia atípico, pois além disso, foi a primeira vez que não comi batatas. O jantar foi arroz(!!!!!), ervilha e frango (senti como se estivesse em casa). Aqui faço uma observação. Sexta-feira é o dia oficial das bye-bye parties (não sei o nome real, eu as chamo assim) que é quando algum(s) dos colegas de classe vai embora. Daí acontecem encontros ou festinhas para dizer tchau, pois toda semana tem gente nova chegando e indo embora. Ainda mais no verão (?) onde a galera da Europa tem 2 meses de férias e eles passam algum tempo aqui estudando. Enfim, retomando...tinha uma dessas festinhas para ir na sexta-feira e havia combinado com a Borat (que está na mesma classe que eu) de irmos dizer tchau para o Giácomo (um tiozinho italiano engraçadíssimo). Foi nesse contexto que convidei a japa-girl para se juntar a nós. Até aí tudo muito bonito, mas mais uma vez cheguei um pouco depois e a korean-girl já não estava mais lá. Mais uma vez fiquei preocupada, e mais uma vez fui magnéticamente atraída para o Temple Bar, junto com a japa. Tenho que reconhecer, ela é engraçada! Ainda que de um jeito asiático... Andamos pelas ruas onde os carros são sabiamente proibidos, paramos para escutar algumas pessoas tocando nas ruas e digo mais, fizemos um novo amigo bonitinho e não asiático (também acho díficil encontrar essa característica em alguém que tenha essa origem). Acho que a japa ficou toda animada e caidinha por ele. Disse isso a ela, e como sempre, sua reação foi rir com a mão na frente da boca toda encabulada. Ou seja, ficou caidinha. E agora a japa-girl tem um paquerinha aqui! hahaha...Isso me abalou internamente, já que estava há uma semana construindo uma imagem nipônica pura e zen. Primeiro o quase namorado e agora um novo affair?! Bom, depois de tal inesperado-e-produtivo encontro fomos a alguns pubs em busca de irish music (esse tipo de música é mais comum durante a semana nos pubs, principalmente às quintas-feiras). Primeiro entramos em um que a música não era irish, mas era boa. Tocou Coldplay e a japa-girl foi a loucura e na volta para casa encontramos um com irish music e passamos um tempo lá. Houve um momento muito bonito em que fiquei realmente feliz. A japita, minha roomie, disse que aquele tinha sido o dia mais feliz dela aqui em Dublin. Ela havia se divertido muito e até me pediu desculpas por não conhecer pubs aqui para me levar, afinal ela já está há 2 meses aqui. Fiquei realmente sensiblizada e agora a chamo de crazy-japanese-fish-girl. Ela é boa gente.



Temple Bar (sim, isso era a noite)



Rio Lifey a noite - ao lado do Temple Bar
(ok, podemos dizer que a foto está meio impressionista. Estava frio e eu estava tremendo, por isso ficou assim. É só para vocês terem uma idéia, pois realmente é muito bonito.Uma das paisagens que eu mais gosto aqui. E também tenho 6 meses para tentar algo melhor)


Aliás, sexta-feira é um dia muito louco aqui. Sei lá o que acontece. As mulheres européias ficam endoidecidas e saem todas pateticamente vestidas com camisetas pink iguais do tipo "aniversário de 30 anos da Vick" na frente, e nas costas há seus nomes customizados e uma palavra chave que as descrevem como "Wild Ann", "Crazy Abbey" e por aí vai. Também usam chifrinhos e chapéus de plumas rosas. Usam vestidos e sandálias de salto num verão de 15 graus e em ruas de paralelepípedos. São um tanto quanto eufóricas eu diria. Acho que é algo patológico. Espero não chegar assim aos meus 30 anos, e muito asustada com isso, inclui essa cláusula nas minhas preces diárias. Normalmente esse povo é tudo turista. Alguns homens não são dos mais normaizinhos também. Sabe-se lá pq, mas eles saem fantasiados nas ruas. Deve ser algum trauma ou deficiência ocorrido durante a infância.



Essa daí não estava fantasiada, mas dá para se ter idéia da elegância. E quem leva a fama somos nós brasileiras, e nós ainda temos motivo: calor! Esse dia deveria estar uns 15 graus. E pelo amor essa roupinha! Nem aos 40 graus!


Liga da Justiça e amigos

P.S. Estava colocando as fotos aqui e descobri que o máximo por post é de cinco fotos. Como tenho mais do que isso e o tamanho desse texto ficou assustador, irei dividí-lo em três partes, ok? Então recomendo lerem tudo de uma vez, fará mais sentido.

P.S.2 - Continua...(óbvio)